terça-feira, 16 de novembro de 2010

tô Neruda


Não te quero senão porque te quero,
e de querer-te a não te querer chego,
e de esperar-te quando não te espero,
passa o meu coração do frio ao fogo.
Quero-te só porque a ti te quero,
Odeio-te sem fim e odiando te rogo,
e a medida do meu amor viajante,
é não te ver e amar-te,
como um cego.

Tal vez consumirá a luz de Janeiro,
seu raio cruel meu coração inteiro,
roubando-me a chave do sossego,
nesta história só eu me morro,
e morrerei de amor porque te quero,
porque te quero amor,
a sangue e fogo.
Pablo Neruda
não tenho muito a dizer   só ouvirassim ouço o fogo dos pássarosa garganta enlouquecidaos lentos passos da noitea insatisfação do diapra que pensar no tempo? o temponão existepra que pensar na vida? a vidanão existeporque calarquando o sonho é cantar?eu vivie morrie renascicomo folha mortaque o vento leva a águatudo voltou em sivaleu a pena?nem o poeta sabe!não tem medida   é grande ou pequeno  muito e nada
queria viver para sempre   assim me sinto agoratalves, então, valesse a penaseríamos eternosmas em vãosó existe o instanteou vivemos agoraou nadapassoue nada ficará para sempretudo acaba e nada ficaentão, sonhasonhar é melhordo que estar acordadavai passar mesmo, já passou
nem tão efemeroainda estou escrevendo este poema
a gente faz uns laçosque duram tempos e tempos e tempos

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