sexta-feira, 26 de novembro de 2010

O BECO SEM-SAIDA

"A dicção da poesia de Carneiro segue essa linha, explorada por muitos poetas dessa geração (principalmente no contexto carioca) entre o extremamente coloquial, o humor e certo tom “tropicalista”, que bem fala de sua proximidade com a MPB e com a produção cultural de modo mais amplo. Esse tom “pop”, leve e bem-humorado pode ser sentido logo na primeira frase de sua introdução ao volume: “Nunca pensei que chegaria à idade dos poemas reunidos”, indicando quanto essa poesia se alimenta de uma ironia pessoana, que ri de si mesma e da precariedade da vida, encontrando, quem sabe aí, uma saída possível."




               O beco sem saída.  É isso?  Poesia...  não tem saída?  Qual saída?  De que se está falando?


                Cultura - romance de formação:  ou seja, vc pode ser enganado, é ficção.  Mentiram pra vc.  


             Há muitos tipos de ficção, há o engano e há literatura, o humor, a vida.   A ficcionalidade se extende a toda a cultura, que é uma ficção, e há a ações humanas como o engano e a crítica da ficção.  Não há contradição nisso, é assim mesmo.  A cultura está em nosso pensamento ou na nossa "cabeça", de cada um, a sua maneira, e um fala com o outro ou se lê um livro ou vê-se um novela... etc...  Não dá pra ficar sem ficção, há isto tb. 


              

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